Soneto de adeus a vida

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morte da vida

Com os pensamentos embargados
E um nó na garganta
Das lágrimas que teimam em não cair
Me despeço de você

Quando todas as possibilidades de felicidade
De perfeição e liberdade
Lhe foram negadas sem a menor argumentação
E quando tudo o que lhe restava era ser feliz

Mas o não foi seu mais próximo e fiel companheiro
Nos desafios de tentar construir sua identidade
E não
De fazer a vida seguir em frente
E não
E de olhar para o alto e sonhar

Não

E pedir ao Senhor dos céus
Uma chance para pertencer
Encontrar um sentido para tudo
Um sentido onde nada mais o fazia

Onde o vazio se apropriou e fez morada
E tudo ao redor perdeu o gosto
A forma
Perdeu o tempo

E não há mais o que celebrar
E nem mais o que tentar
Tudo se perdeu

E agora
Eu volto a você e me despeço
Nesta vida não há mais de ser feliz.

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