Refém das palavras

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anjo sem asas

Com o anoitecer, um novo portal se abre.
As ideias que ficaram adormecidas, são despertadas pelo luar
Saem a procura de uma mente que possam ocupar e transbordar
São predadores em busca da presa perfeita

E invadem meu sono, se apropriando dele e fazendo de mim refém
E se divertem com a minha tentativa de fugir
O quarto já está escuro, estou deitada, mas eles continuam lá.

E eles não costumam atacar apenas um alvo
Lançam suas munições para diversos lados e me deixam atordoadas com seus movimentos
E eles se divertem
E me obrigam a prestar atenção neles
Se tornam donos da minha razão

Agem como hackers, burlando imagens guardadas
Quebrando códigos secretos e invadindo o que há muito tempo não era acessado e nunca mais deveria ser

E neste movimento frenético, fugir não é a melhor estratégia

Cabe me submeter ao desejo e as imposições deles
Eu me rendo e escrevo…

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