A mulher que esquecia

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amor aos pedaços

Olhando uma velha fotografia, ela se sentiu estranhada com a sensação de que aquilo lhe parecia familiar, mas de alguma maneira, o que representava aquela imagem no porta retrato?

Tentou acessar algum lugar em suas lembranças que pudesse lhe dar pistas daquilo que parecia corriqueiro, mas que de alguma maneira havia sido sorrateiramente furtado de seus arquivos pessoais.

Fechou os olhos, deu um longo suspiro e um filme passou em sua cabeça.

Lembrou-se daquele rapaz ao lado dela, e um dia, eles tiveram uma história juntos.
Uma história com promessas de “felizes para sempre” e “até que a morte nos separe”.
Isso já havia sido há muito tempo atrás.

E abriu os olhos…

Flashes de memórias e sentimentos começaram a invadir o seu ser de uma maneira incontrolável.

Ela se lembrou do dia em que a memória ficou preto e branco… A lembrança da perdição e do caminho para o abismo.
Seu peito ficou apertado e dolorido, como se tivesse ocorrido uma batalha e ela tivesse sido vencida, apunhalada… um choque.

Tudo ficou cinza…
Os movimentos ao redor foram paralisando e perdendo o foco.
Os sons e os sentimentos ficaram silenciados.

Agora me recordo…
Um dia, eu cai…
E na queda, eu me perdi no chão. E me prendi a ele como minha única perspectiva de segurança nesta vida.
Ficando presa ao chão, eu não teria mais medo de nada… Inclusive da queda…

Se recordou de todo o terror e da tristeza do fim…

Mas se esqueceu definitivamente do lugar onde colocou seu coração.

(Que se partiu em pedaços durante a queda…)

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