Ato falho ou foi de propósito?

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amor do passado

Hoje me encontrei com esse novo amor
Como sempre há de ser
E sempre há de me fazer bem
Pelos simples propósito de ser
O que é

E durante uma conversa sobre coisas da vida
Sem desejo ou intenção nenhuma de ser uma conversa real
Ou de levar a algum conhecimento ou resposta
Fui refém de minhas próprias palavras

E no ato falho
Em um momento crucial em que a argumentação
Estava sendo perdida pelas idéias
Eu falei um nome do meu passado

E naquele instante
Tudo o que era dito se perdeu nos meus pensamentos

E num saltar de tempo e estado
Voltei no passado
Você estava diante de mim
Meu amor do passado

Como se nunca houvesse estado em outro lugar
Me olhava no fundo dos meus olhos
E exalava a saudade e o sentimento
Que um dia eu acreditei ter deixado o meu ser

E senti sua presença
Como se estivesse sendo observada há tempos
Como se aquele amor jamais houvesse de um dia
Ter acabado entre nós

E pelo ato da palavra que me entregou
Me fez perceber que sempre haverá se existir
Você em meus pensamentos
Por mais inconscientes e inconsequentes

E aquilo ficou preso em minha garganta

As imagens cruzaram meu caminho
E como numa fração de segundos
Concertei o mal entendido, das palavras
que você não percebeu

Mas que me recortaram por inteira

E na hora de ir embora
Indo em direção ao meu carro
Me perdi entre as ruas e não me lembrava onde havia deixado-o

Mais adiante
Como uma piada sádica do universo
Meu carro estava estacionado
Estrategicamente na rua com o seu nome

Ato falho ou saudade declarada?

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