Só mais uma dose

Padrão

copo

Você bebeu tanto, mas tanto que não consegue ficar parado em um único lugar
E isso é apenas um reflexo do seu corpo em relação aos seus pensamentos
Eles nunca estiveram no mesmo lugar e nunca estarão
E da sua boca, saem frases desconexas, que para você parecem sem sentido
Mas no final das contas, elas são como a expressão mais real e passional de quem você é
E com a bebida você pode revelar a sua parte mais intima sem o perigo da censura
Com os pensamentos alheios aos seus controles, você pode entrar em contato com a sua essência
E ter a coragem que te falta para seguir os impulsos de seu coração e instintos de sua alma
Com a bebida você pode soltar a armações, arrumações, armadilhas
Você se liberta das prisões que você se meteu e meteram você
E neste frenesi você se revela e revela o melhor e o seu pior
Sem as mordaças do ego, seu id domina todo o seu ser e a liberdade se torna sua mais fiel companheira.

Mas há sempre que parar
Sempre a hora de parar

E é momento que você sabe que tem que colocar a coleira e seguir as instruções do sistema e de tudo o que te cerca e te faz pertencer a um mundo
Mundo esse que te sustenta no seu aspecto mais vazio e insolente
E nesse retorno a realidade, a cabeça dói, o corpo reclama… a garganta arranha.

E você se transveste de ser o senhor de todos os dias…

Esperando pelo próximo final de semana, pelo próximo copo, a próxima garrafa…
E novamente se encontrar com você mesmo.
Nesta dança desenfreada rumo a lugar algum.

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