Sobre o nada

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nada

Como esse portal se abriu?
O baú com as velhas lembranças foi aberto e agora consigo acessar tudo o que ficou para trás
E a tristeza é maior do que o nó na garganta consegue suportar
E as lágrimas que caem copiosamente, lavam a alma
Desaguam e lavam a tristeza crônica
Tristeza lacônica
Que parecia ensaiada
Mas na verdade, se tornou morada segura

E há muito tempo esta vida não experimenta a alegria
Há muito tempo esta alma não sabe o que é amar
E vaga perdida em direção ao nada

E de tanto vagar, fez deste caminho
A sua história
Sem rostos, sem nomes, sem presença
Apenas máscaras na multidão

E o ballet agora é solitário
E nesta dança de um só
Pensa estar vivendo
Mero engano

Apenas esvazia-se de vida
Esquece de ser
Nega-se a sonhar
E vaga

Vive a vida vagando
Aceitando esmolas e restos
E fazendo disso seu asilo

Acostumou-se a não ser
Acostumou-se a não ter
E esqueceu-se

E quando se olha no espelho
Não se reconhece
Seus olhos são negros e vazios

E o nada é sua melhor morada.

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