Não há de ser nada… nunca é

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menina só

Eu não imaginava um dia voltar a pensar sobre esse assunto.
De um dia que a solidão deixou de doer em meu peito e se tornou companheira fiel, daquelas para qualquer hora.
Uma vez que não permito que qualquer um se aproxime.
Na verdade qualquer um pode sim se aproximar, mas o que conseguirá obter de tudo isso?
Boa conversa, risadas, umas bebidas, um café…
Nada além disso.
E não tente ir além, porque a fuga e o distanciamento serão certezas que já posso lhe adiantar.
Talvez eu comece a chorar bem quieitinha e faça você rir de alguma outra coisa, para discretamente me retirar e secá-las em um lugar que você não note.
E se você perguntar, tenha certeza que pedirei desculpas e direi que é alguma bobagem que não vale a pena ser dita.
E por mais incrível que pareça, isso sempre cola…
Porque na verdade, ninguém nunca está realmente interessado nos problemas ou lágrimas dos outros. Não é verdade.

E assim a vida segue, entre dias e noite
Equilíbrio e sobriedades
Bebidas e risadas
Perfumes e manobras
Palavras e sonhos
Verdades e ouvidos
Mentiras e silêncio

Mas fique tranquilo
Eu não irei fugir
Não há de ser nada
A manobra será do destino
Que lhe oferecerá novas moradas

Sutilmente serei encaminhada para novas perspectivas

Meu silêncio e solidão continuarão comigo
Até o fim de meus dias.

A minha única certeza neste mundo.

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