As vezes no silêncio da noite…

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moca-na-janela

Acabei de chegar
De um dia cheio de coisas
Das atividades e trabalhos
Caminhos escolhidos a dedo
Por mim e pelo Destino
Minha melhor versão

Mas de repente
No desacelerar da vida
Me dei conta que estava só
E peguei o telefone

Precisava falar com alguém
Ouvir uma voz
De conforto e saudades
De risada e bobagens
De coisas sérias e verdades
Do que foi e do que é

E talvez deixar o tempo passar
Fluir entre as palavras
E ser no descompromisso
De não ter nada e não ser nada
E não querer nada

Quase um brinde ao acaso
A vida e a seus acontecimentos

Mas me dei conta
Que a escuta querida
Não haveria de ser
Muito menos de haver

Pois isso não há
Este encaixe perfeito
Esta retribuição gratuita
Esse querer o bem só por querer

E mergulhei
Nas minhas próprias palavras
Do que eu havia de ser
De querer ver e ouvir
De simplesmente palavras

E escolhi
Ficar em silêncio
No meio de tantos pensamentos

Porque no escuro da noite
E no escuro da vida
Ainda não encontrei
O que eu me dei conta

E lá no fundo
No final das contas
E finalizando tudo

Problema meu.

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