Sem rumo

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naoesquecerderespirar

Já fazia tempo
Que de alguma maneira
Eu não despertava assim

Deslocada
Desinteressada
Desconectada
E lenta
Absurdamente lenta

Como se não houvesse possibilidade de entender, tentar ser ou pensar
De querer produzir, de ter que entregar
E a vontade é ficar olhando para o infinito

Como se ele pudesse me absorver
Absolver
Me abstrair de mim mesma
Neste estranhamento
Desencaixado das coisas
E tempos

E agora até respirar me desconcentra

Olhar para o lado
Me faz pensar
“O que era mesmo?”
“O que eu ia fazer?”
“O que eu estava pensando?”

Levanto para tomar um café
E chegando na cozinha
Olho para os armários
Para o fogão
A Geladeira

E penso..
“O que mesmo?”

E nesses dias
Deixa estar como é
Como tem que ser

E resolvi não fazer mais nada

Agradecendo
Por não ter que pensar
Para o coração bater
Para respirar…

Ou esse seria o fim.

“O que mesmo?”

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