Aqui jaz eu

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Esse amargor
De ter que fingir que está tudo bem
Tudo bem o caralho!

Não está nada bem
Nunca esteve nada bem

Dessa prisão
Que encolhe meus sentimentos
Dessa prisão
Que corrompe minha criatividade
Dessa prisão
Desse abuso!

Dessa distorção!

E hoje eu quero que a Pollyana morra!
Em toda a sua doçura e esperança
Em seus joguinhos de feliz
De imaginar que pode ser melhor o dia
Que ainda está por vir

Daquele sótão que derrete pensamentos ao dia
E corrompe a distorção da realidade no frio da noite

Porque só por hoje já deu!
Só por hoje eu não me importo mais

E quer saber a verdade
Eu não me importo mesmo!
E para ser mais sincera
Nunca me importei!

E a partir de agora
A anarquia
A falta de senso
A falta de caridade
A falta de vida

Falta de vida?
Essa sempre esteve aqui

Do que se trata então?

Não há
Simplesmente não há mais

Então conto o tic tac do relógio
Troco os canais

E lembro da cartela de remédios para dormir

Da vontade que não cala do dormir para sempre…

Assim será hoje
O sono que consolará
Acalmará
E dará sentido a tudo o que nunca houve

Meu silêncio será minha melhor defesa.

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