Jogue a chave

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grades

Daqui
Do coração que bate no peito

Daqui
Da vida que corre solta
Entre os dias e noites
Da vida inventada
Que vive

Na imaginação
De um dia ter uma vida
De poder ser dona da vida

De saber o que fazer da vida

Da liberdade
Que é esperada desde sempre

Mas de olhar para trás
E saber que acabou

Então
Essa vida que virá
Servirá de que?

Se o que houve de se querer
E valer a pena
Se foi

Num piscar de olhos

Da vida que exigiram
E obrigaram
E roubaram
E não deixaram nada para trás

Da devastação
De viver a mentira
De fingir a alegria

E não saber como
Chegar a porta
Roubar a chave
E
Fugir

Ainda haverá essa chance
Nessa vida?

O crime que cometi
Não tem fiança?
Não tem julgamento?
Não tem defesa?
Não tem juiz…

É e ponto final…

Ou essa prisão
é Perpétua
Ou perplexa

Se cumpre em silêncio
Se cumpre solitariamente
E se cumpre
Em país desconhecido

Sozinha
No silêncio
No anonimato

No descompasso

Meu tempo está acabando
E nada mais me resta
A não ser
Me render
E desistir.

Falta pouco, muito pouco, afinal de contas…

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