Era uma casa muito engraçada…

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casa

O que eu faço com tudo isso?
Das possibilidades
Que chegam junto
Com esse novo amanhecer?

Se ainda haverá vida
Presa entre quatro paredes
Atrás de grades

Visíveis?
Invisíveis?

Da porta que não está mais trancada
Da autorização para sair
Do carcereiro que não há

Mas que está presente
Na alma
Do querer ultrapassar
Os limites
As porteiras
Os gatilhos?

Do lugar que um dia
Houve o desejo mortal
De fugir

E que foi trancado
Com todas as chaves
Os segredos
E pior de tudo
As agressões
Na alma e na carne

E como um bicho
Um animal que é punido
De certa maneira maltratado
Tem medo de seguir adiante

E assim fica a alma
Enclausurada
Neste lugar
Que não se sabe ao certo
Se tem ou não limites
Se tem ou não barreiras

Se essa porta
Está ou não aberta
Está ou não fechada…

E um dia
Ousou-se pensar
Em pular a janela

Qual a melhor saída?

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