Sobre repetições

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Do silêncio das palavras
Que explodiam meus tímpanos
Que invadiam meus pensamentos
Que esgotavam minhas forças
Em tentar argumentar
Ser e querer

Da dicotomia
Do paradoxo
Do paradigma

E as palavras que se fizeram presentes

Me tiraram desse turbilhão

E silenciaram

E desde então
Venho esvaziando gavetas
Jogando coisas fora
Deletando arquivos
Deletando amigos
Deletando redes

No movimento de uma limpeza
Muito maior do que o previsto
E possível

Da possibilidade de ficar só
De silenciar o que eu havia inventado
Ou que se tornara minha melhor desculpa

E agora não pode mais ser
Você descobriu
Na verdade
Você derrubou minhas defesas

Agora
Antes que descubram meu plano
Minha mentira
Minha morada
Minha melhor máscara

Tenho que correr e fugir
E sumir
E apagar
Qualquer vestígio
De que algo muito sério aconteceu

Meu transtorno
Meu transbordamento
Meu esvaziamento
Minha complexidade existencial
Reduzida

Apenas a questão…

Atravesse a porta

E faça o que quiseres…

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