Prisioneira das escolhas

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Parei tudo
De uma vez por todas
Para dar oportunidades

Mas eu não havia me dado conta
Que estava abrindo mão
De mim

E na minha escolha
Não me dei conta
Que fui levada a ser boa
A fazer o que era melhor
Mas não para mim

E retrocedi
Na necessidade do que a vida oferecia
Do que havia de ser
Do que tinha

E não pensei
Me reconheci
Na ausência
Na passividade
Na falta de caminhos

E voltei
Para a prisão
Da qual eu ainda
Não havia saído
Complemente

Tornando-se refém
De mim
Das minhas escolhas
E das minhas fragilidades
No querer ser apenas
Uma boa pessoa

E no ser boa pessoa
Perdi
O tempo
A vontade
O lugar
Os desejos
Mas acima de tudo
A vida

E a prisão
Fez se a melhor morada

E a máscara
Minha melhor armadura

E o silêncio
Meu melhor discurso

Mas no silenciar
Esqueci de como sentir
De como desejar
De como respirar
E agora

Prisioneira de mim
Me tornei.

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