A insuportável leveza de ser

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relógio

De repente
O tempo parou
A comida amargou
O dia escureceu

Eu andava pela rua
E não enxergava nada
Não percebia nada
Só seguia em frente

Do grito preso na garganta
Explodiu com as lágrimas
E a tortura do que foi revivido

Da mentira que me enfiei
Para ver se a vida agora ia

E me dei conta
Que a vida não vai

Da vida que não há
Da vida que nunca haverá de ser

De perder tempo
De sonhar em vão
De plantar a semente
E descobrir que ela não é minha

Na verdade
Nada nunca é
Nem nada nunca foi

De ter que pedir favor
Para fazer parte deste lugar
Estar nesta vida assim

Pedindo licença
Desculpa
Sinto muito
Não se incomode com minha presença

De fazer morada
No favor do valor dos outros
E pedir licença para tudo

Suspiro arrependida
De lá atrás não ter dado fim
A tudo isso

Mas não faria diferença

O lugar seria outro
Mas a dívida
Ficaria dobrada
E permaneceria a mesma…

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