Tempestade de mim

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tempestade

Da encruzilhada
Sentei
Parei com todo o meu cansaço
Toda a minha tristeza
Com todas as minhas malas
Sentei

E a chuva era forte
O vento maltratava
Deixei a chuva lavar
O vento levar
Mas não era isso
Não se tratava de nada disso

Eu não conseguia decidir
Qual direção seguir
Qual lugar ocupar
Eu não conseguia mais ver sentido em nada

Quando te disse que as palavras perderam a cor
A comida perdeu o gosto
Levantar da cama era penoso

Eu queria dizer isso
Do lugar que nunca houve de haver
Da verdade que nunca apareceu
Das mentiras que eu carrego na mala
Dos desejos que eu não sei mais de quem são

Eu esqueci que gosto tem
Que cor tem
Que concordâncias ou sons
Do que se trata a vida

De fingir estar bem todo o tempo
De sorrir para cada pessoa na rua
De olhar para baixo
Procurar uma direção
De querer um sentido

Lembrei
Estou parada na encruzilhada
Se alguns moram por aqui
Serão eles a me mostrar a direção?
Serão eles o que me ajudarão?

Será que sou digna dessa ajuda?

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