Ausente, mas aqui

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limiteFiquei tanto tempo sem escrever
Que até estava estranhada
Como seria possível
Silenciar o que há no coração?

E me dei conta
Que as drogas não estavam mais presentes
Que eu não estava mais me dando conta
Que eu já estava ignorando
De maneiras diferentes
A própria existência

Fisgada pela dor
E amada infinitamente
Pela ausência
Do que não pode ser
Do que não se tem

Vivi
Todo esse tempo
Correndo atrás
Do que eu já tinha
Mas nunca havia me dado conta
Que era meu

Então
Por hora eu volto
Para falar que enlouqueci
E me curei…
Que morri
E voltei…
Que a vida me deu nova chance
Nova morada
Novo sentido

E me preparo
Para o que há de vir

Não sei o que será
Mas sei que já é dado
Como fato consumado

Aqui jaz
Minha vida
Que eu matei
Para chegar ao limite…

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