Seu caminho está aqui

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trem

Abriram a porta
Mandaram descer
Com as malas
O vestidinho
E os sapatos

Ganhou um beijo
E um até breve

Sem se dar conta
Com o movimento
O trem partiu
Você ficou

E desde então
Espera
A volta

O dia
Que será
Breve

Do retorno
Ao lar
Ou
Ao que era
E fazia sentido

Agora
O tempo passa
Parece perdido
Sem sentido

E você sabe
Já tentou atalhos

Mas sabe
Que eles não
Te levam para lá
Nunca mais

Então
Hoje
Te peço

Não se preocupe

Eles vão te encontrar
Quando você
Se encontrar.

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O dia que eu morri

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morte

Quanto tempo foi?

Que eu deixei você?

Sai
Larguei tudo para trás

Nao fiz mala
Larguei discos
Cartas
Lembranças
Histórias

Larguei você…

Da vergonha
Que sangrou
Quando os olhares
Me contaram
O que eu não vi

Porque estava presa
Porque estava apaixonada
Porque estava cega

Eu nem sabia
Nunca passou pela cabeça
Que isso existia

E senti
A lâmina atravessar
Meu peito
Atingir em cheio
Meu coração

Naquele dia
Eu cai
Sangrei

Morri…

E na morte
Esqueci de te buscar
Para partir comigo

Deixei você só

Hoje
Volto

Hoje
Te estendo
A mão

Venha comigo

Não tenha medo

Aqui
Você está a salvo
Aqui
Há luz
Aqui
Eu posso
Te dar
E devolver

Vem
Comigo
Meu amor

Eu nunca mais
Deixarei você.

Não vou mais te atender

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porta trancada

Eu nunca te agradeci
Quando você veio
Chegou
Aconchegou
Fez morada

Mas quis mais
E nunca te ofereci
O que você merecia

Porque sabia
Da verdade
Que todo mundo sabia
Guardou
E riu
Como
Obviamente
Achava
Que eu sabia

E no fim
Pediu para ocupar o lugar
Do inocupável
Me pediu
O “impedível!
E maltratou
O “inimaltratável”….

Tudo bem

Hoje
Você chama
E até hoje
Espero
Que você me diga
Era mentira
Você quer uma nova chance?

Mas tudo bem
Hoje
Está tudo bem
Mas

Por favor
Não me ligue mais.

Te vi, foi quase…

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Coração acelerado

Te vi

Atravessando a rua

Do outro lado

Te vi

Meu coração

Quase saiu

Correndo atrás

Mas respirei fundo

Segurei ele

Dessa vez não

Você não vai

Não

Não tem motivo

Não tem razão

Já foi

Você ficou bravo

Mas eu não deixo

Se for para sofrer de novo

Pode ficar por aqui

Que a gente já se vira

Bate e levanta

Tropeça e recomeça

Dessa vida

A gente se vira

Por favor

Cuidado ao atravessar de novo

Dessa vez

Posso não frear…

Fingi que estava ouvindo

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silêncio-1

Ontem você veio aqui
Foi legal
Até que foi

Mas houve um momento
Muito maior do que eu esperava
Que você começou a falar
E disparou o que havia
E foi longe demais

Não penso nas consequências
Não pensou que poderia rasgar
Ir mais longe do que deveria

E foi mais uma vez

E durante o caminho
Quando estávamos partindo

Pensei em como havia me metido lá
Como foi mesmo que eu deixei
Isso ir tão longe

Quando te coloquei no altar
Fiquei ajoelhada tempo demais
Devo ter sofrido um apagão

E agora que acordei
Descobri
O quanto existe de chatice
No que é você

E não é a toa
Que tudo está como está

Eu deixei
Nessa história
Definitivamente
Eu acreditei
E deixei ir
Longe demais.

Morria de medo e eis que chegou minha vez…

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silencio

Quando eu via blogs que eu amava ficarem em silêncio por algum tempo, meu coração até chegava a doer um pouquinho, pois eu ficava pensando, o que poderia levar uma pessoa a criar um blog e depois deixar ele de lado?

Eis que minha vez chegou….

A vida começou a ficar corrida de um jeito que eu sempre quis, mas parecia algo tão longe e improvável…

Então, agora é possível que esse canal fique um pouquinho em silêncio.

Mas ele continuará aqui, não vou desativar, talvez só deixe ele paradinho por alguns dias, porque meu coração bate forte por ele.

Tenho também que produzir conteúdo para o blog de psicologia e ele também está meio capenga, rs… – marilicezanato.wordpress.com 

Então, vou organizar a agenda, e fazer as coisas voltarem para os eixos…

É temporário…

Prometo prometidinho!

🙂

Fim

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insonia

Nunca por aqui

Antes

Sem motivo

Houve de haver

Sua visita

Mas hoje

Você veio

Sem convite

Sem eu abrir a porta

Você chegou

Deitou na cama

Ficou me olhando

Minha cabeça gritando

Meu corpo suplicando

E você

Me fazendo companhia

Procurei o que fazer

Para lhe dar tempo

Repassei o dia

Considerando ter deixado

Escapar algo

Nada me vem

Não entendo

Você ri

A cabeça dói

O corpo reclama

E da minha cama

Nada de mim

Nada de sono

Sempre só

Desta vez

Tu

Volte para seu reino

Sei quem te mandou

Não és bem vindo aqui

Volte

E diga

Que de mim

Não mais

Haverá

De haver

Nós