Morria de medo e eis que chegou minha vez…

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silencio

Quando eu via blogs que eu amava ficarem em silêncio por algum tempo, meu coração até chegava a doer um pouquinho, pois eu ficava pensando, o que poderia levar uma pessoa a criar um blog e depois deixar ele de lado?

Eis que minha vez chegou….

A vida começou a ficar corrida de um jeito que eu sempre quis, mas parecia algo tão longe e improvável…

Então, agora é possível que esse canal fique um pouquinho em silêncio.

Mas ele continuará aqui, não vou desativar, talvez só deixe ele paradinho por alguns dias, porque meu coração bate forte por ele.

Tenho também que produzir conteúdo para o blog de psicologia e ele também está meio capenga, rs… – marilicezanato.wordpress.com 

Então, vou organizar a agenda, e fazer as coisas voltarem para os eixos…

É temporário…

Prometo prometidinho!

🙂

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Presente vazio

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amargo
Você me deu
O que falou que daria

Você veio
E fez o que era

Achei
Que seria diferente

Mas não tem diferente
Do que sempre é igual
Do que sempre foi
Do que você é

Nunca haverá de ser
Você diferente
Do que eu queria
Do que eu esperava
Do que eu achava

O lugar é meu
De achar
Esperar
Querer

Você tem
O que quer de mim
Nunca quis mais
Nunca quis menos
Sempre quis
O que é

E eu
Mudo as vírgulas
Os pontos
As exclamações

Fazendo o sentido
Do que eu quero que tenha
Do que eu quero que seja
Do que não
Não é nunca

Agora
Fico sem ar
Quando ele me falta
Sei que é

Na verdade
As palavras
Ausentes
Preenchem o pulmão
De vazio

Essa é a lógica…
Sempre foi, não é mesmo?

Demorei para entender

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coração partido

Vem

Me dá

O que você quer

 

Me dá

O que você finge

Querer dar

 

Me diz

O que sempre diz

E eu ouço

Acredito

 

Quando percebe

Que algo é

Ou algo foi

Ou não foi

 

Não tenho coragem

Olho e provoco

Digo sem dizer

 

Acabou

 

Não te quero mais

Não é ausência

Sem motivo…

 

É ausência

Sentida…

 

Do sentido que um dia eu quis

Acreditei de verdade

Que poderia ser

 

Esqueci

Que nunca houve

 

Sempre eu te amo

Para outro alguém

Eu ouvindo as histórias

Todas…

De todas…

 

E que sempre cabe mais um…

Ou que você sempre espera

Para a próxima

O amor perfeito

 

Mas eu entendi

Que eu sou

Apenas a passagem

O lugar

De espera

 

Que nunca fica

Sempre passa

 

E agora eu escolho

Partir

 

Você já partiu

Então

Eu parto

De mim

De nós

Do que nunca será

Meu bem…

Vazio

Padrão

vazio

Eu achei
Por um tempo
Certo tempo até
Que você seria capaz
De me dar
O que ninguém deu

E abri
Te contei tudo
Abri o coração

E você
Abriu
Se abriu no coração

E me fez ver
Que eu te dei errado

De coração
Não mais há

E quando eu entrei
Abri
A porta

Mas
De saber
Sabiamos

Que vazio
Estava

E vai demorar

Mas tudo bem

Temos todo o tempo
Para fazer o que quisermos

Mesmo
Que não seja
Com a gente.

Nunca pensei

Padrão

PALAVRAS
Nunca pensei
Que fosse ficar assim
Sem palavras
Sem tempo
Sem lugar…

Mas agora tenho ele
O lugar
O tempo

Mas elas me escapam
Como se houvesse

Na possibilidade
Da existência

Um eco
Um sopro
Um vão
Um assombro

E agora
Tenho que começar
Me encaixar

Mas está difícil

Não costumo abrir assim

Mas está simplesmente

Sem palavras…

Ausência

Padrão

selo
Quem diria que isso aconteceria…

Logo eu
Tão certinha
Tão controladora
Tão sistemática
Tão chata….

Deixei isso acontecer.

Mas foi sem querer

Porque as vezes
Acontece…

A vida vem
E faz a gente cair

Mas não por maldade
Apenas para testar
Nosso jogo de cintura

Então
Voltei

No meio do olho
Do furação

Mas a risada do universo
Foi me deixar sem internet…

Tudo bem
Vou continuar um tempo assim

Mas não tem problema

Vou lembrar como é voltar
A escrever cartas
E
Saber se lá nos Correios
Ainda tem selo para vender

Será que essa moda pega?

Não vou atender

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tempo fim

Ainda não entendo
Fiquei esperando
Telefone
Chamar
Tremer
Tocar

Nada…

Tem mandei uma mensagem
Um tempo atrás
Você leu
Você riu
Disse que sim

Depois esqueceu
Disse estar ocupado

Eu estava com sono
Achei ter entendido errado
Voltei a dormir

Depois de uns dias
Você manda mensagem

Ignoro o telefone
Chamou
Tremeu
Tocou

Eu respondi
Mas dessa vez
Aprendi

Ignorei…

Vou voltar a dormir
E desligar o telefone
Simplesmente
Você….
Não vale mais a pena.