Amor

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amor1

Oi
Você nunca soube e nunca vai saber
Um dia eu te escolhi
Quis querer te

Dos olhares que se cruzaram
E da estranha sensação
De que um dia
Já houve nós dois

Daquelas certezas
Que não se explicam
Das coisas que a vida oferece
E a gente só pode agradecer

Da sua presença
Do seu sorriso
Do lugar que você ocupa
Em sí e na vida

Da leveza que existe
Quando você se faz presente

Do seu sorriso
O sorriso mais lindo
Do seu abraço
O melhor abraço

Das suas palavras
Que são enigmas
Que finjo não entender
Para deixar a conversa nos levar

Mas finjo não entender
Que você quer algo
Que não sei se poderei oferecer
Porque desta condição
Eu me recuso a pertencer

Então
Finjo não saber
Finjo não entender
Finjo não perceber

Dessa loucura
Me equilibro
E você acredita

Mas se não fosse assim
Eu prometo que aceitaria
Eu prometo que sim

Sim
Eu te daria meu mundo
Em troca do seu.

Café sempre! (Ou meu fechamento é você!)

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café feliz.jpg

Do presente que você me deu hoje
Do presente que você sempre me dá!

E tenho que me controlar
Fingir que está tudo bem
Que você é só mais uma pessoa
Que nada diferente…

Mas na verdade não é nada disso
Desde o primeiro dia que te ví
Quando te conheci
O seu mistério
Suas palavras, sua postura
Me hipnotizaram e eu quis mais

E sem querer eu consegui
Não sei ainda como
Porque hoje eu voltei para casa pensando
Em como você está em minha vida
Se existe um descompasso
Quase um abismo de sabedoria

Mas mesmo assim
Você me deixa estar ao seu lado
De ter o seu tempo e suas palavras
De tomar um cafe ao seu lado

Dividindo o que há ai dentro
Da cabeça e do coração

E quando eu digo que um dia
Eu queria ter tudo de novo
Espero que entenda
Que isso diz muito de mim
Do lugar que eu ocupei
E ocupo ao seu lado
De poder usufruir do melhor
E até do pior que você é

Porque simplesmente
Estar ao seu lado
Me faz bem
Me inspira
Me tira do eixo
Mesmo que de supetão

E no final das contas
Piegas eu sei
Mas por você
Eu faria tudo de novo!

Do talvez que você aceitou

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Estes dias estão tão corridos

Da correria que eu adiei
Empurrei até onde deu

Achei que se ignorasse
Essas questões sumiriam
Mofariam e eu descartaria

Mas foi justamente o contrário
De tanto adiar
Elas cresceram
E vieram bater aqui na porta

Tudo bem?
Podem entrar
Aceitam um café?

Fui pensando em tudo
Colocando tudo no devido lugar
Pensando nas coisas da minha responsabilidade
Do meu lugar e do meu querer

Sem querer não tinha me dado conta
Até agora
Que eu esperava que alguém passasse na frente
Pegasse para sí
Levasse embora
E resolvesse

Mas desta vez foi diferente

Ninguém atravessou na frente
Ninguém pediu a guarda
Dos problemas que eu carregava

Ninguém quis assumir

E agora eu estou
Prestes a dar a luz

Mas calma ai
Eu não tinha me dado conta

Estou prestes a dar
A luz
Ao lugar
Que é meu
No mundo
Na vida
Em mim…

Tudo bem…
Eu assumo daqui para frente.

Sala vazia

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Hoje eu abri a porta
Com as chaves em minhas mãos

Entrei na sala vazia
Olhei ao redor

O Sol chegou antes
Me recebeu com sua luz
Entrando pela janela

Olho ao redor
E me percebo
Sentindo o que é pleno
Do que foi esperado
E alcançado

Pensando na anestesia
Do tempo que parou
Da vida que ficou
E o que se foi

Me sento
Os cômodos vazios

Mas
Muito bem acompanhada
E também pelo sol

Sorrimos um para o outro
Nossos olhares se cruzam
E preenchem o que há
O que não há
E o que se espera

Preenchem o vazio
Do que um dia ficou em silêncio
Do que um dia teve de ficar para trás
Do que um dia foi lágrimas
E do que um dia foi apuro

Agora está tudo bem

Da espera que se fez
Valer cada minuto

E da vida que se apresenta
Com o frescor do vento
Do Outono que chega
E acolhe

Pela primeira vez
Em anos de uma vida inteira

O Outono será minha estação predileta.

Percebi

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Brincando de Io Io
Ping Pong
De ir e vir

Fingindo que sou assim
Que está tudo bem
E esse lugar é bom

Mas talvez fosse
Lá atrás era
Eu aceitei
Eu permiti
Eu gostei

Mas hoje
Cansei
Respirei tão fundo
Que até me perdi

Lá no fundo de mim
Dos meus pensamentos

E encontrei a geleira
Que eu formei e alimentei
Dentro do meu peito

Aceitei viver tudo isso
Porque eu não queria mais sentir
Mas acabei me perdendo

Continuo não sentindo
Anestesiada
Embotada
Embolada

Mas que vida há de ser
Que razão há de existir
Se a vida não tem amor
Se a vida não é amar?

O que há de haver então?
Para que estar vivo
Se o coração não bate por ninguém?

Então hoje
Eu escolho fazer bagunça
Jogar tudo para o alto
Me despedir do que não há
Do que nunca haverá

Do que nunca houve

E seguir
Correr pelas ruas
Dirigir por ai
Me perder em novos caminhos
Conhecer novas possibilidades

E experimentar a plenitude da vida
Do que pode ser oferecido
E reverenciado

E aceitar
O que é
O que é posto
O que a vida oferece
E transborda

Degelar meu peito
Aceitar
E me permitir

A vida segue
Eu aceito
E me entrego
De corpo e alma.