Fiz m…

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errei

Errei
Errei tão errado
Que até agora
Ainda não entendi
Como errei bonito assim…

Daquele erros que a gente vê na tv
Que as pessoas fazem e você pergunta: “Como?”
Quando não tem explicação
Não tem razão de ser
Não tem como fazer pior

Como um gol contra
Que eu marquei
Bem na cara do gol
Do meu próprio time

Nem consegui comemorar
Porque eu não tinha me dado conta
Que estava do outro lado do campo
Correndo na direção contrária

Fiz gol contra
Daqueles que a gente nunca esquece

Nunca imaginei
Que sem querer
De tanto querer (na verdade)
Eu fui lá e fiz!

Depois de tudo
Sem rumo eu fiquei
Até agora tentando entender
Como foi mesmo que eu consegui
Esse prêmio de consolação

Que eu mesma fiz de presente
para mim…

Passa longe que tu fez merda

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cala a boca

Primeiro você mandou uma mensagem querendo uma opinião
Respirei fundo…
Contei até sei lá que número
Pensei que tenho que ser uma boa pessoa
Porque assim dizem os preceitos religiosos

Fiz a louca e respondi direitinho
Fui tão simpática que até me admirei
Quase me dei uma estrelinha de parabéns

Depois de alguns dias você manda outra mensagem
Em dia e horário inapropriados
Eu respondi
Mas o dia, o horário
E eu estávamos no lugar errado

Perguntei o que era
E você não hesitou
Disse que não estava bem…
Quer dizer, não sabia se não estava bem…
Disse que estava tudo bem…
Mas que antes que ficasse mal
Não sabia o que fazer…

Consultar os oráculos?
Os deuses astronautas?
Pedir ajuda para algum deus
Usar sua droga predileta

E acabei descendo a ladeira da fineza
Que esse dia eu não “tava boa”

E perguntei se neste mundo de fast
O que você queria era que eu lhe oferecesse
Fast Ajuda nesse mundo superficial em que você vive
Nessa merda de lugar que você ocupa

E para fechar você me diz que ia procurar alguém
Com mais qualificação

Rí alto
E lembrei que era você sendo você
E qeu não me cabe submissão
Ou “retrucação”
De um lugar que você só enxerga o seu umbigo
O mundinho cretino que você criou
Para a vida fazer sentido

Não costumo ter dó das pessoas
Mas este dia
Esse dia eu senti dó

Por que falou mal de mim para a pessoa errada
Inventou história de mim para a pessoa errada
E não imaginava…
Que isso chegaria aos meus ouvidos

Não tem problema
Você sabe que eu sei
E daqui para frente
Você não vai mais saber de nada…

Você escolheu
E eu sei cobrar

E sim…

Sei ser má…

P… sicopata

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psicopata

Hoje no ballet
Das escolhas que eu fiz
Para viver e ser feliz

Me peguei
Tropeçando nas palavras
Dos cuidados que eu tenho
Das promessas que um dia eu fiz
Que eu guardo e reverencio

Nos caminhos que se cruzam

De repente
Sou apunhalada
Pelas costas

Do lugar que um dia
Tropecei e segui adiante

Mas nunca
Em desonra ou maledicência

Não sou esse tipo de pessoa…

Se há um segredo
E você me dá ele
Ele será guardado
E para sempre meu

Até o dia que você contar para outro alguém
Mesmo assim
Eu o terei no lugar que você deixou

Mas na loucura alheia
Meu nome foi dito
Foi mal usado
Foi desonrado
Caluniado e difamado…

Na hora
Meu rosto ruborisou
Minhas mãos começaram a tremer
Minha fala ficou desconexa

Respirei fundo
E em uma fração de segundos
Voltei para o meu ponto de equilíbrio…

Neste segundo
Pensei na minha vida
No meu dia
Nos meus problemas
Nos meus amigos
No saldo do banco
No meu passado
No meu amor
No que foi experimentado e trocado
E no suspiro
Voltei a mim…

Retomei tudo do ponto
Reorganizei as coisas

E prometi a mim mesma
Que a partir de hoje
Você não fará mais parte da minha vida

Simplesmente porque mentiu
Usou meu nome
Cuspiu no meu juramento
Em nome da sua loucura

Então
De hoje em diante
Deixo você
Seu vazio e tudo mais o que há

Verdade…
Não há nada, não é mesmo?

Porque você pediu
E esse jogo
Eu sei jogar com requintes
De bondade ou crueldade
Mas neste caso
Você pediu
E eu já vou servir…

Prisioneira das escolhas

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prisão.jpg

Parei tudo
De uma vez por todas
Para dar oportunidades

Mas eu não havia me dado conta
Que estava abrindo mão
De mim

E na minha escolha
Não me dei conta
Que fui levada a ser boa
A fazer o que era melhor
Mas não para mim

E retrocedi
Na necessidade do que a vida oferecia
Do que havia de ser
Do que tinha

E não pensei
Me reconheci
Na ausência
Na passividade
Na falta de caminhos

E voltei
Para a prisão
Da qual eu ainda
Não havia saído
Complemente

Tornando-se refém
De mim
Das minhas escolhas
E das minhas fragilidades
No querer ser apenas
Uma boa pessoa

E no ser boa pessoa
Perdi
O tempo
A vontade
O lugar
Os desejos
Mas acima de tudo
A vida

E a prisão
Fez se a melhor morada

E a máscara
Minha melhor armadura

E o silêncio
Meu melhor discurso

Mas no silenciar
Esqueci de como sentir
De como desejar
De como respirar
E agora

Prisioneira de mim
Me tornei.

Era uma casa muito engraçada…

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casa

O que eu faço com tudo isso?
Das possibilidades
Que chegam junto
Com esse novo amanhecer?

Se ainda haverá vida
Presa entre quatro paredes
Atrás de grades

Visíveis?
Invisíveis?

Da porta que não está mais trancada
Da autorização para sair
Do carcereiro que não há

Mas que está presente
Na alma
Do querer ultrapassar
Os limites
As porteiras
Os gatilhos?

Do lugar que um dia
Houve o desejo mortal
De fugir

E que foi trancado
Com todas as chaves
Os segredos
E pior de tudo
As agressões
Na alma e na carne

E como um bicho
Um animal que é punido
De certa maneira maltratado
Tem medo de seguir adiante

E assim fica a alma
Enclausurada
Neste lugar
Que não se sabe ao certo
Se tem ou não limites
Se tem ou não barreiras

Se essa porta
Está ou não aberta
Está ou não fechada…

E um dia
Ousou-se pensar
Em pular a janela

Qual a melhor saída?

Final Infeliz

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final-infeliz

Quando te pedi ajuda
Você virou as costas
Riu alto da minha história
E me desejou boa sorte

E agora
Meu tempo é chegado
Meus planos se realizam
E você se reaproxima

Não para ajudar
Mas para observar
E tentar ditar suas regras
Falar suas teorias
Dizer o que acha ser verdade

Mas agora é você
Quem me mostra
Que confiei na pessoa errada
Esperei e desejei demais de você

E sempre te ofereci
Muito mais do que a própria vida
Meu mais profundo amor
E minha renúncia e parte da vida

Para quê tudo isso, afinal de contas?

Agora você
Menospreza o que é
Humilha o que eu ofereço
E tenta mandar no que é meu

E hoje
Seu silêncio
No caminho
Me fez perceber
Que algo muito maior
Estava por traz
Sendo arquitetado

Você foi além
E conseguiu destruir
O desejo e as intenções
Dos que lhe queriam bem
Tendo ao seu lado
O álibi da fraqueja e da manipulação
E no conceito de suas leis
E do que considera verdadeiro
Feriu, magoou e matou

O que era apenas
O desejo
Da dor que ardia no peito
Do vício que corrompe a alma

E na sua verdade
Se foi
O pouco que ainda havia

E assim será o resto
Dos tempos
Até que a nova profecia
O novo tempo
Possam renovar e apresentar
Novos horizontes

E assim se faz
No dia de hoje
Um final
Infeliz.

Mentira e blasfêmias

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branca-de-neve-33

Me perdoa

Porque um dia eu esperei um príncipe
Montado em seu cavalo
Que viria ma salvar

Dos monstros, dos dragões
Dos perigos e de tudo mais
O que houvesse de ser perigoso

E você chegou
No tempo certo
Com tudo o que poderia
E haveria de me oferecer

Mas esqueci de te avisar
Que o perigo morava em mim
E que tudo o que haveria de ser frágil
Habitava e me preenchia

E fiz você dançar
Sofrer e implorar

Fiz de você o calabouço
Te aprisionei em minhas maldades
E nas querelas da vida

Que eu havia inventado com primazia

Não havia princesa alguma
Não havia mocinha indefesa
Não havia donzela
E ninguém a ser protegida
Muito menos salva

E nas armadilhas da vida
Eu te fiz refém
Te prendi e maltratei

E te difamei
Cuspi e denegri
Fiz sua história
Ao avesso

E como sempre
Princesa fiquei
E deixei você com os restos
Do que eu jamais
Pude oferecer
Para alguém
Nesta vida.