O dia que eu morri

Padrão

morte

Quanto tempo foi?

Que eu deixei você?

Sai
Larguei tudo para trás

Nao fiz mala
Larguei discos
Cartas
Lembranças
Histórias

Larguei você…

Da vergonha
Que sangrou
Quando os olhares
Me contaram
O que eu não vi

Porque estava presa
Porque estava apaixonada
Porque estava cega

Eu nem sabia
Nunca passou pela cabeça
Que isso existia

E senti
A lâmina atravessar
Meu peito
Atingir em cheio
Meu coração

Naquele dia
Eu cai
Sangrei

Morri…

E na morte
Esqueci de te buscar
Para partir comigo

Deixei você só

Hoje
Volto

Hoje
Te estendo
A mão

Venha comigo

Não tenha medo

Aqui
Você está a salvo
Aqui
Há luz
Aqui
Eu posso
Te dar
E devolver

Vem
Comigo
Meu amor

Eu nunca mais
Deixarei você.

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Fim

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insonia

Nunca por aqui

Antes

Sem motivo

Houve de haver

Sua visita

Mas hoje

Você veio

Sem convite

Sem eu abrir a porta

Você chegou

Deitou na cama

Ficou me olhando

Minha cabeça gritando

Meu corpo suplicando

E você

Me fazendo companhia

Procurei o que fazer

Para lhe dar tempo

Repassei o dia

Considerando ter deixado

Escapar algo

Nada me vem

Não entendo

Você ri

A cabeça dói

O corpo reclama

E da minha cama

Nada de mim

Nada de sono

Sempre só

Desta vez

Tu

Volte para seu reino

Sei quem te mandou

Não és bem vindo aqui

Volte

E diga

Que de mim

Não mais

Haverá

De haver

Nós

Sonhei

Padrão

sonho
Sonhei com você
Daqueles sonhos
Que se repetem

E de tanto repetir
Já não sei mais se e sonho
Se foi realidade
Se é memória
Se é vida passada
Se é loucura
Minha esquizofrênia
De plantão

Eu não sei se você fez isso
Eu sei que um dia houve algo
Mas não era você

Mas eu era tão louca
Tão louca por você
Que meu ciúmes
Um dia foi capaz
De destruir tudo
O que havia
O que podia ter havido
E o que nunca houve
Mas eu acreditei haver

E lá no sonho
A sensação era real
Como a vida também

No sonho doeu
Mais do que era verdade
Mas na verdade
Doeu
Como já foi mesmo um dia

E eu queria te ver
Queria que você me visse

Mas isso já não era mais sonho
Era realidade

Você nunca me viu
Nunca…

Me trocou
Como se fosse algo
Que já não servisse mais

Abriu o lixo
E descartou

E foi para a próxima

E no sonho
Era isso
Essa repetição
Do que nunca acaba
Do que nunca termina
Em mim…

Preciso de ajuda
Alguém me acorde
Desse pesadelo
Que estou presa
Nesta vida….

Morte em vida

Padrão

amor infinito.png

Volta
Por favor
Te imploro
Ajoelho me
Diante de ti
Volta

As lágrimas que caem
Copiosamente
Do coração
Que explode
Em cacos e migalhas

Dessa morte
Que me consome
Dessa dor
Que me estrangula

Volta

Eu finjo
Que nada aconteceu
Eu finjo que não sabia
Eu finjo que nunca foi
Que eu acredito
Na pureza
Do meu olhar
Quando te vi
A primeira vez

Da vez que você olhou
Para mim
E me deu
O primeiro beijo

Volta
Volta
Volta

Porque a vida
Sem você
Com o que é agora
Me mata

E viver
Sem ter você
Não há

Volta….

Sempre foi assim

Padrão

morte

Estava pensando
Tentando lembrar
Mas sempre foi assim
Triste

Do lugar de ser
De tentar
Mas é isso

Tentando entender
Porque a vida passou
Dos lugares
Por onde passei
Onde estive
Onde vivi

Não sobrou nada

Nem pessoas
Nem cheiros
Nem gostos
Nem lembranças
Nem nada

Então
Meu lugar é
Nenhum
Como a rota de fuga
Estou sempre a espera
Da virada de pagina
Da mudança
Do assombro
Do partir…

Partir
De mim
Dos lugares
Dos quereres
Dos sentires
Dos seres

A mala sempre
Esteve pronta

Quando você vem me buscar?

Pega na minha mão e vem

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MÃO

Silêncio
Que as vezes
Rasga
Ensurdece

Deixa tudo
Sem sentido

Como se pudesse
Proteger
Adiar
Cuidar

Mas não
Tudo mentira
Tudo fuga

Você mentiu
Se perdeu
Se colocou
Ai

Perdeu se

Fui trocada

Mas deixou

Agora
Sinto muito
Não tem volta
Não tem perdão

Então
Agora
Basta

Levante se
E faça algo
Agora
Por você

A vida te espera

Antes que a morte
Chegue
E te leve

Mas antes
Você
Vai ter que experimentar

Vai
E vem.

Sem paciência para você de novo…

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theend

O telefone tocou
Vi que era você
Deu até um frio na espinha…

Sorri e atendi
E voce disse que sentia
Muito
Minha falta

Queria me ver

Me fiz de besta
Na minha melhor versão

Te abri as portas
Voce sorriu
Vestiu sua melhor roupa
Veio me ver

Dai
Foi ladeira abaixo

Vindo me ver
Pedindo para eu te dar
O que só eu
Sabia dar
O que só eu
Podia dar

E me quis dar esmolas…

Quando eu te disse sim
Voce achou que eu era boba

Quando eu te disse sim
Eu ja sabia o que era

Quando eu disse calma
Voce surtou
Me xingou
Fez parecer culpada
Do crime
Que eu nunca tive
Em minhas mãos

Agora
Quem dá o tiro
Sou eu

Sem dó
Sem piedade

A cova
Você cavou

Agora
Te convido

Deixo com você
A escolha é sua

Mas de escolha
Você não sabe

Impor
É sua única razão
Opção
Sugestão

Então
Te dou um beijo
E digo adeus…