Toca Raul

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TOCA RAUL

Agora é nossa vez…

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Me preparei a vida toda

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fimOuço todos os dias
O que vai nos corações
Dos segredos
Dos devaneios
Dos desabafos
Das resoluções
E decisões…

De repente
Me pego
Diante
Do meu maior algoz

O tempo
Me pregou uma peça

Não tem graça

Me anestesie
A vida toda
Para isso

Como se fosse óbvio
Como se fosse cortar
Como se fosse matar

E mata…

De repente

Me vejo
Limitada
No sentir
No escutar
No oferecer
No acolher

De mim mesma
No que é hipótese
Mas não costuma errar

Do que é silêncio em um
Transborda no outro
O que cala
Mas fere na profundidade
Exata do que é

Agora
O tempo será o mensageiro
Do que é
Do que há
Do que está reservado
Deste o dia
Que foi plantado

Daqueles finais
Que não queremos

Mas…
Nem tudo pode ser
Resinificado, não é mesmo?

Ausente, mas aqui

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limiteFiquei tanto tempo sem escrever
Que até estava estranhada
Como seria possível
Silenciar o que há no coração?

E me dei conta
Que as drogas não estavam mais presentes
Que eu não estava mais me dando conta
Que eu já estava ignorando
De maneiras diferentes
A própria existência

Fisgada pela dor
E amada infinitamente
Pela ausência
Do que não pode ser
Do que não se tem

Vivi
Todo esse tempo
Correndo atrás
Do que eu já tinha
Mas nunca havia me dado conta
Que era meu

Então
Por hora eu volto
Para falar que enlouqueci
E me curei…
Que morri
E voltei…
Que a vida me deu nova chance
Nova morada
Novo sentido

E me preparo
Para o que há de vir

Não sei o que será
Mas sei que já é dado
Como fato consumado

Aqui jaz
Minha vida
Que eu matei
Para chegar ao limite…

Você nem sabe

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acabouEscolhi te ignorar
Definitivamente
Te excluir da vida
Ou do que era
Ou do que houve

De ficar te esperando
De fingir que não entendi
De achar que era certo

Cansei
Da minha esperteza
Em fingir
Que acreditava
Que você se importava

De repente
Falar com você
Cansou

De repente
Falar com você
Dá preguiça

Te ouvir
E fingir que me importo

Você já percebeu
Que é o fim
Mas que fim?
Do que nunca foi

Cansei de suas palavras
Da sua inteligência
Da sua importância
Do que você supostamente
Achava que me dava

Agora
Eu só tenho tempo
Para o que importa

E esse tempo
Não é mais seu…

Tão estranho

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saudades
Como é que pode ser isso
Dessa saudade
Que resolveu rasgar
Agoniar
Gritar
Fazer bagunça
No meu coração

Eu até estava indo
Não sei para onde
Mas estava

E de repente
Você volta
Do nada
Reivindicando seus direitos
Seu lugar
Seu amor

Mas você fez bagunça
E acabou com tudo
Antes mesmo de ter certeza

Mas para mim
Eu já estava no para sempre
Até o fim…

E sem querer
Não tinha me dado conta
Que a certeza
Era o meu fim…

Sem os remédios

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tristeza2

Sem remédios há mais de um mês

Sem eles eu sou assim

E consigo acessar o universo

Das palavras que doem

Do que não pode ser dito

Quando as drogas circulam

Livremente e alegremente

Dentro de mim…

Elas trazem as cores

Da vida que queria ser vivida

Mas as palavras ficam trancadas

E eu fico me equilibrando

Tentando entender o que é

O que não pode ser

E o que não sera para ser jamais

Talvez seja apenas isso

Ser triste é o que é

Ser triste é o que eu tenho

De mais criativo em mim…

Então

Por enquanto,

Eu vou fingir que está tudo bem

E escrever

Até quando ficar insuportável

E a dor pedir elas de volta

Então

Escolherei o silêncio

E ficarei alheia

Ao que é…

Mas o que é tudo isso mesmo?